Skip to main content
Software já descobre e age sozinho. O que ele não faz é abrir conta, colocar cartão e assinar plano. O Infi Rail cobra por requisição de quem paga em stablecoin, usando o protocolo x402 — o 402 Payment Required que existia no HTTP desde 1997 e nunca tinha sido usado pra nada. O dinheiro cai na sua carteira. A autorização assinada nomeia o recebedor, então não existe campo em que a Infi pudesse se colocar.

Como uma cobrança acontece

  1. Um agente chama sua rota sem pagar. Seu servidor responde 402 com o preço, a rede e o endereço.
  2. O agente assina uma autorização e repete a chamada com o header X-PAYMENT.
  3. Seu servidor pergunta pra Infi se pode servir. A gente verifica a assinatura no facilitator, registra a autorização, checa exposição e responde.
  4. Você serve a resposta. A liquidação on-chain acontece depois, em background.
O passo 4 é o que importa pra latência: a resposta não espera a chain. O que o agente espera é a verificação, não a confirmação de bloco.

Configurar

No painel, em Rail. Três coisas:
  • rede — Base ou Solana (mainnet em produção, testnet em sandbox);
  • sua carteira — onde o dinheiro cai;
  • assinar uma frase — a gente emite um nonce e você assina com a carteira.
O terceiro passo é o que impede o erro mais caro aqui. Endereço errado em cripto paga um desconhecido, para sempre, e não existe chargeback. A assinatura prova que a chave é sua antes de qualquer agente pagar. Se você usa MetaMask, Phantom ou outra carteira injetada, tem um botão. Se a chave está em hardware, CLI ou multisig, a frase aparece pra você assinar por fora e colar a assinatura. O ativo e o número de decimais não são campos: vêm do facilitator da rede. Expoente errado erra toda cobrança por um fator de 10^n, e isso não é uma decisão que a gente deixa você digitar.

Risco

Duas coisas que você controla, e valem o tempo de leitura: Exposição máxima por agente. O teto do que um agente deve antes de ser recusado. É o custo máximo de um agente mal-intencionado. Grace. O que seu servidor pode liberar sozinho se a Infi estiver fora do ar. Tem dois números: por agente e total por processo. O total é o que realmente limita — durante o grace o endereço do pagador vem de um payload não verificado, então um cliente hostil cria um endereço novo por requisição e um bucket novo com ele. Só o teto por processo limita algo.

Onde as cobranças aparecem

Em Pagamentos, com ?view=all: cartão, Pix e agente na mesma lista, com a rede e o hash da transação linkando pro explorer. Só entra o que liquidou de verdade. Chamada paga do saldo pré-pago de um agente não aparece como transação nova — o dinheiro dela entrou quando o pacote foi comprado, e contar de novo seria contar duas vezes.

Limites hoje

  • Redes: Base e Solana. A liquidação depende do facilitator conectado na conta.
  • Um agente é identificado pelo endereço da carteira, e vira cliente do produto — medição, fatura e histórico funcionam iguais.
  • Pagamento de agente é rail próprio, separado de Pix, boleto e cartão. Não existe fallback de um pro outro: são dinheiros diferentes.